EM ABATIÁ (PR) PAI E FILHO SÃO MORTOS POR POLICIAL DE SÃO PAULO
No final da tarde de 17 de dezembro de 2025, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de ameaça no município de Abatiá, no norte do Paraná. A situação envolvia desentendimentos entre vizinhos e culminou em um grave episódio de violência, resultando na morte de duas pessoas.
Segundo informações da Polícia Militar, o solicitante relatou que vinha sendo ameaçado por um vizinho, que utilizava uma camionete vermelha, modelo RAM, e que, em determinado momento, teria tentado atropelá-lo em frente à sua residência.
Ao chegar ao local, os policiais constataram a presença de duas pessoas caídas ao solo, cobertas por lençóis. Uma equipe de atendimento médico do município já se encontrava no endereço e informou que ambas as vítimas não apresentavam sinais vitais, sendo constatado que haviam sido atingidas por disparos de arma de fogo.
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Diante da gravidade da situação, outras equipes da Polícia Militar foram acionadas para apoio. O autor dos disparos, identificado como Policial Militar do Estado de São Paulo, apresentou-se voluntariamente à Polícia Militar do Paraná, colocando-se à disposição da Justiça e entregando a arma utilizada na ação.
Durante a ocorrência, surgiram informações de que poderia haver outra arma de fogo no interior da camionete utilizada nas ameaças. Em buscas realizadas no veículo, os policiais localizaram uma pistola da marca Taurus, municiada, que também foi apreendida. Todo o material foi repassado à Polícia Civil, responsável pela investigação.
Relato dos fatos
De acordo com o relato do policial paulista, ele estava em sua residência com a esposa quando o vizinho começou a buzinar insistentemente com a camionete, utilizando uma buzina semelhante à de caminhão, prática que, segundo ele, ocorre com frequência e causa perturbação à vizinhança. A situação gerou uma discussão entre ambos.
Ainda conforme o relato, o vizinho avançou com o veículo em sua direção enquanto ele estava na calçada, tentando atropelá-lo. Em seguida, acelerou o veículo em frente à residência, fazendo manobras conhecidas como “cantar pneus”, produzindo muita fumaça.
Temendo pela própria segurança, o morador entrou em casa. Minutos depois, o vizinho retornou ao local e teria afirmado: “Foi lá pegar arminha? Arminha eu também tenho”. O policial respondeu que a única “arma” que possuía era um estilingue, que chegou a mostrar ao vizinho.
Após novas tentativas de intimidação com o veículo, o morador acionou a Polícia Militar pelo telefone 190, relatando as ameaças sofridas.
Confronto fatal
Cerca de 15 minutos depois, o pai do vizinho compareceu em frente à residência, chamando pelo morador e pedindo para conversar. Durante o diálogo, o vizinho chegou ao local e, segundo o relato, entrou em luta corporal junto com o pai, tentando tomar a arma do policial paulista.
Diante da agressão e da tentativa de desarmamento, o policial sacou sua arma e efetuou disparos contra os dois agressores, que não resistiram aos ferimentos. Ainda conforme o relato, uma terceira pessoa foi vista entrando na camionete vermelha e deixando o local após os disparos.