Professor de educação física foragido é acusado de estuprar alunos
Helio de Mello, professor de um colégio estadual da área rural de Irati (Centro-Sul), está foragido há mais de um mês, acusado de cometer crimes sexuais contra crianças e adolescentes que ele ensinava. Até o momento, foram 12 vítimas identificadas pela PCPR (Polícia Civil do Paraná), todas do sexo masculino. O MPPR (Ministério Público do Paraná) o denunciou por estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e outros crimes. A irmã de Mello, que era diretora na escola e não teria adotado providências ao tomar conhecimento dos abusos, também foi denunciada.
O homem tem 55 anos e lecionava no município desde 2003. Professor de educação física, também era vereador da Câmara Municipal de Irati, pelo PL (Partido Liberal), até o dia 09 de setembro, quando renunciou ao cargo quatro dias depois da Justiça expedir um mandado de prisão preventiva contra ele. Além disso, já havia presidido o Legislativo.
Conforme o MP, os crimes ocorreram entre 2017 e 2024. Mello é investigado por abusar sexualmente de sete adolescentes, com idades entre 11 e 17 anos, nas dependências do colégio e fora dele. Foram colhidos depoimentos de menores que teriam presenciado ou sofrido algum ato de violência sexual praticado pelo suspeito. Ex-alunos já adultos que foram vítimas e funcionários da escola também foram ouvidos.
A Delegacia de Polícia Civil em Irati passou a investigar o professor após denúncias serem registradas pelo Disque 100 ao Conselho Tutelar local, em 5 de agosto. As diligências tiveram apoio do órgão, que realizou uma força-tarefa para a realização de escutas especializadas de adolescentes do colégio.
Também foi realizada a oitiva dos pais de um aluno, que teriam tomado conhecimento sobre as mensagens trocadas pelo denunciado e seu filho. Nas conversas, constataram abordagens indevidas feitas pelo suspeito, com forte apelo sexual.
Um dos modus operandi de Mello seria oferecer presentes ou pagamentos às vítimas para obter encontros ou receber fotos íntimas. A PC identificou “desde toques em partes íntimas de vítimas adolescentes, envio de fotos e vídeos com conteúdo pornográfico, até pedido de fotos e vídeos de nudez das vítimas mediante a oferta de dinheiro ou outra vantagem”, informou a corporação.
A PC concluiu o inquérito policial em 26 de setembro e indiciou o investigado. A denúncia do MP enumera 28 fatos relacionados aos crimes praticados. O ex-vereador deve responder pelos crimes de estupro de vulnerável, satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente, favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável, importunação sexual e assédio sexual.
Fonte: O Bonde